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Notícias | 09/06/2016

Hugol é referência no atendimento humanizado a vítimas de queimaduras

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Equipe-multidisciplinar-orientando-sobre-prevencao-de-queimaduras_materia_metahospitalarA Unidade de Queimados do Hugol conta com equipe médica (plástica, intensivista e clínico), enfermagem (enfermeiros e técnicos), multiprofissional (fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia e serviço social) e nutricionistas especializados e dedicados para o atendimento dos pacientes com queimaduras; além de aparelhos modernos, produtos e curativos específicos e agilidade para a realização de exames (imagem e laboratorial). A Unidade conta com 10 leitos de enfermaria e sete leitos de UTI, específicos para o atendimento de pacientes vítimas de queimaduras.Para conscientizar os visitantes e colaboradores do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), de Goiânia (GO), no Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras (6 de junho), a equipe multidisciplinar realiza nessa semana uma série de palestras nas recepções e no refeitório. As dicas vão desde evitar a presença das crianças na cozinha, não usar roupas de manga longa para cozinhar, não utilizar líquidos inflamáveis ou álcool para acender churrasqueiras, não incendiar o lixo, entre outras situações potencialmente de risco.Para o supervisor médico da Unidade de Queimados, Fabiano Arruda, esse é um importante momento para conscientizar a população quanto às festas juninas, alertando para o risco da brincadeira de pular fogueiras e o crime de soltar balões, que pode causar uma série de acidentes contra a vida humana e o meio ambiente. Camila de Sá, supervisora de enfermagem da Unidade de Queimados, alerta que, em caso de queimaduras, o ideal é “lavar a área atingida em água corrente em torneira ou chuveiro até a dor passar, não perfurar as bolhas, proteger a ferida com gaze estéril ou pano limpo, não ingerir medicamentos caseiros e procurar atendimento para evitar complicações e infecções”.

Fabiano Arruda explica que o diferencial é o atendimento humanizado através de todas as equipes, que estão dedicadas à recuperação do paciente para sua reinserção na vida social. “Nesses 11 meses, temos avançado com resultados excelentes, inclusive em relação à abrangência, pois temos recebido pacientes de vários Estados, não só de Goiás. E temos conseguido atender a demanda”, explica o cirurgião plástico. Dos 11.732 procedimentos cirúrgicos realizados pelo Hugol, de julho de 2015 a maio de 2016, 2.403 são de cirurgias plásticas reparadoras, representando cerca de 20% da demanda cirúrgica do hospital.
Traumatologia pediátrica
As crianças vítimas de queimaduras são atendidas na Pediatria, sendo acompanhadas também pela equipe dessa Unidade. Elísio de Castro, supervisor médico da Pediatria do hospital, explica que grande parte dos acidentes ocorre no âmbito doméstico, no lar das crianças. O médico alerta que é importante criar um ambiente seguro para as crianças, evitando potenciais riscos para a saúde dentro de casa. O Hugol possui 10 leitos na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica e outros 10 leitos na clínica de internação pediátrica, que atendem a crianças dentro do perfil geral do hospital, vítimas de queimaduras e politraumatismos.
Casos emblemáticos da Unidade de Queimados
Superação
O vaqueiro Romero Rodrigues de Jesus, de 31 anos, foi um dos pacientes da ala de Queimados do Hugol. Ele sofreu uma queda de um cavalo no exercício de sua função em agosto de 2015 e foi arrastado pelo animal, ocasionando queimaduras por todo o corpo, dentre outros ferimentos graves. O paciente foi submetido a uma série de procedimentos cirúrgicos e terapêuticos, sob os cuidados da equipe de Queimados. Ele recebeu alta hospitalar no dia 23 de outubro e continuou sendo atendido na Unidade através dos retornos ambulatoriais periódicos com as equipes médicas e assistenciais. Sua esposa, Ana Clara Sousa Lopes, relatou um pouco da experiência vivenciada. Enfática ao abordar sua satisfação com a dedicação da equipe médica e multiprofissional, afirmou que “pelo jeito que ele tava, quando o vi pela primeira vez fiquei muito assustada, mas a equipe médica toda, a psicóloga, a assistente social, enfermeiros e técnicos foram muito pacientes com a gente, tranquilizaram bastante”.
Referência nacional
O paciente Amaro Feitosa dos Santos, de 57 anos, ficou internado por 114 dias, sendo um dos usuários com maior tempo total de internação. Ele perdeu o antebraço e ficou com 80% do couro cabeludo queimado devido a um choque elétrico de alta-tensão. Por um tempo, Amaro e seus familiares se viram sem esperanças por não conseguirem atendimento especializado para o caso em Alagoas, até que a Secretaria de Saúde de seu Estado soube que em Goiás havia um novo hospital público referência na assistência para queimados e solicitou o encaminhamento do paciente ao Hugol. Com quase quatro meses de assistência, Amaro teve alta no dia 21 de dezembro de 2015, retornando para sua terra. Mesmo após a alta, ele continuou sendo paciente da Unidade, vindo a Goiânia para retorno ambulatorial ao hospital. Para o médico cirurgião plástico, a convivência com o senhor Amaro proporcionou “grande aprendizado com suas dificuldades, angústias e sonhos”. Essa relação médico-paciente, e com as equipes de enfermagem e multiprofissional, foi elogiada pelo alagoano, ao relatar que ficou surpreso ao receber a visita dos médicos todos os dias e, principalmente, após cada procedimento. “Os médicos são atenciosos, humildes e deixam os pacientes informados e confiantes”, explica o paciente.
Exemplo de determinação.
Lucas Callif, de 9 anos, ficou internado no hospital durante 123 dias. No momento da alta de Callif, Drielly de Barros, mãe do paciente, contou que “a sensação no momento é como se tivesse acabado de dar à luz e estou levando meu filho pra casa. Ele nasceu de novo”. Lucas teve mais de 80% da área corpórea queimada, vítima de uma explosão de botijão de gás. Devido à gravidade do caso, metade do tempo de internação da criança deu-se na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. De acordo com Marcelo Ramos Noronha, pediatra da UTI do Hugol que acompanhou o tratamento, “o que chamava atenção no Lucas era sua determinação. Uma criança seguindo as orientações assistenciais, tentando se superar, cumprindo o plano terapêutico, sempre determinado”. A pediatra que acompanhou a alta de Lucas, Daniela Cassalho, conta que “quando ele entrou na fase de recuperação, foi melhorando um dia após o outro. E ele se superava a cada dia. O melhor foi a força de vontade que ele tinha de se recuperar. É uma satisfação muito grande dar alta para ele, andando, comendo, sem sequelas neurológicas”.

Fonte: Goiás Agora

 


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